Casa Familiar RuralCasa Familiar RuralViabilidade econômica · Pimenta CFR
PEP · São Félix do Xingu · Pará

Da pimenta
à autonomia.

Um estudo para sustentar a produção, remunerar a gestão e transformar o empreendimento da Casa Familiar Rural em um espaço permanente de aprendizagem.

Mandū Inovação Social · Agesol — Agência de Comercialização da MandūAnálise do arquivo recebido em 10/10/2026 · Projeções mensais
O propósito do empreendimento

Um negócio que ensina.
Uma operação que precisa se sustentar.

A pimenta é o primeiro laboratório do Programa de Empreendimentos Pedagógicos (PEP). Educação, produção, gestão e comercialização se encontram em uma experiência real, conectada à agricultura familiar e ao território.

01 / Contexto

Profissionalizar para dar continuidade

O desenho inicial prevê um responsável pela operação, preferencialmente um ex-aluno, com remuneração de R$ 1.600 por mês. Ele organiza a rotina produtiva e comercial, com dedicação a combinar conforme a necessidade do negócio.

A escola abre espaço para a participação supervisionada dos jovens. A continuidade da operação fica sob a responsabilidade do profissional, enquanto os estudantes aprendem em atividades planejadas com a equipe pedagógica.

O papel da Agesol

A Agesol — Agência de Comercialização da Mandū — conecta os custos à política comercial: preços por canal, incentivos de venda, comissões e condições para revendedores e distribuidores.

O objetivo é preservar a contribuição da CFR e oferecer condições atrativas a quem ajuda a vender, com um preço público de referência coerente entre os canais.

01Quanto custa produzir?

Custos fixos, ingredientes, embalagem e rendimento.

02Por quanto vender?

Preço, comissão e contribuição por canal.

03Quanto vender?

Equilíbrio e metas de produção e vendas.

04Quanto sobra?

Contribuição total menos custos fixos.

05O que melhorar?

Compras, embalagem, rendimento e mercado.

Referência: Mandū, Caderno de Apoio à Gestão Financeira, capítulo 3, páginas 22–32, e dossiê estratégico do PEP. O capítulo 3 foi consultado para esta análise. A sequência segue o EVE: custos fixos → matérias-primas e receitas → preços → rentabilidade → metas.

Como ler este painel. Os dados da planilha são premissas do estudo, ainda sem comprovação por um histórico de vendas. Os cálculos revisados ficam identificados. Os simuladores trabalham com hipóteses e não representam resultados realizados. Esta página usa a cópia recebida e não se atualiza automaticamente com a planilha.
Custos fixos

A base da operação é enxuta.
A gestão é o principal compromisso.

São R$ 626,67 de materiais e serviços, somados à remuneração do responsável. A provisão para conservar e repor os equipamentos também faz parte da sustentabilidade do empreendimento.

02 / Estrutura
Custo fixo total / mês

Materiais, serviços e responsável

Responsável / mês
R$ 1.600

71,9% do custo fixo total

Materiais e serviços
R$ 626,67

28,1% do custo fixo total

Patrimônio considerado
R$ 20.000

Máquinas e equipamentos

Composição mensal

Fonte: Custos Fixos!B6:C8, C20:C22, C26, C42 e C48:C52.

O custo da continuidade

R$ 166,67 / mês
Depreciação: 10% ao ano sobre R$ 20 mil.

R$ 50,00 / mês
Manutenção: 3% ao ano sobre o patrimônio.

A depreciação é um custo econômico. Reservar o valor correspondente ajuda a financiar a reposição futura. A manutenção também precisa de provisão. Essas parcelas já estão incluídas no custo fixo e não devem ser descontadas novamente do resultado.

Gás ainda provisório. Os R$ 160 mensais foram mantidos no custo fixo para compor o marco zero. Medir o consumo por receita permitirá transferi-lo ao custo variável e retirar o mesmo valor do fixo, evitando dupla contagem. A remuneração de R$ 1.600 é a premissa informada; encargos, regime de contratação e eventuais horas adicionais ainda precisam de definição.
Matérias-primas

Pimenta, azeite e embalagem
concentram as oportunidades de ajuste.

O cadastro é o ponto de partida para as fichas técnicas. A pesquisa de fornecedores, o preço de compra e a padronização das unidades ajudam a melhorar a economia sem comprometer o produto.

03 / Insumos
Premissa da planilha
R$ 48 / kg

Pimenta fresca

É o maior componente individual do custo da desidratada. Mesmo a produção própria precisa de um critério de custo, para que o estudo não trate o insumo como gratuito.

Unidade a confirmar
R$ 96 / L

Azeite

Leitura assumida: R$ 24 por 250 ml. O cadastro escreve “Litro” para a quantidade 250. A interpretação em ml mantém a coerência das receitas e do abastecimento narrado. Confirmar antes de usar em compras.

Premissa da planilha
R$ 2,66

Embalagem dos líquidos

Frasco plástico R$ 1,6632 + rótulo R$ 0,50 + lacre R$ 0,50. Juntos, representam cerca de 42% a 43% do custo produtivo por unidade.

Ver os 16 insumos e embalagens cadastrados
ItemCompra cadastradaCusto da compraPreço unitário interpretado

Fornecedores e data das cotações não estão preenchidos no cadastro. Os preços são referências do estudo, sem indicação de cotação vigente, frete ou pedido mínimo.

Custos variáveis e fichas técnicas

Três produtos iniciais.
Três economias para compreender.

As fichas atuais usam o frasco econômico de 150 ml nos líquidos e o tubete na desidratada. O custo por unidade resulta do custo da receita dividido pelo rendimento informado.

04 / Produção
Rendimento é uma premissa decisiva. Os líquidos rendem 5,5 frascos por receita (825 ml ÷ 150 ml). A desidratada considera 1 kg fresco → 150 g secos → 10,71 tubetes de 14 g, ou 15% de rendimento em massa. Medir perdas, tempo e energia em lotes reais. A mão de obra variável está zerada; isso não elimina o trabalho, já que o responsável está no custo fixo.
Preços e margem de contribuição

A barra inteira é o preço.
A parte verde sustenta o negócio.

A R$ 10, o preço paga o custo produtivo e a comissão de 5%. A margem de contribuição restante cobre os custos fixos. Só depois dessa cobertura existe resultado operacional.

05 / Preço
Custo produtivoComissão de vendasMargem de contribuição
Margem sobre o preço. Aqui o percentual é contribuição ÷ preço. Na origem, Preços!C13, C24 e C35 dividem a contribuição pelo custo total, chegando a 37,78%, 41,14% e 36,30%. A barra deste painel usa 31,66%, 33,66% e 30,75%, que representam a parcela do preço disponível para cobrir os fixos e gerar resultado.

R$ 10 como fornecimento à CFR

O preço-base pode ser testado no atacado, desde que a contribuição permaneça suficiente. Para revenda, a comissão de 5% não é aplicada automaticamente: deve-se definir se haverá desconto de fornecimento, comissão ou uma combinação contratada.

Custos adicionais de frete, taxas e tributos mudam essa conta. Imposto zero no arquivo é uma premissa a validar, não uma confirmação de isenção.

R$ 14 como preço público a testar

Se a CFR fornecer por R$ 10 e o parceiro vender por R$ 14, o parceiro terá R$ 4 de margem bruta, ou 28,57% do preço de revenda, antes de suas despesas.

O posicionamento pode combinar produção artesanal, vínculo com a CFR e apoio à educação do campo. Saúde e maior durabilidade são atributos sugeridos no briefing e precisam de comprovação técnica. A comparação com Maratá é uma referência relatada, sem pesquisa de preços atual anexada.

Painel de rentabilidade

O molho lidera a margem.
As vendas ainda precisam revelar o mix.

Na aba de rentabilidade, a estimativa é de 480 unidades de cada produto por mês. São 1.440 unidades e R$ 14.400 de faturamento. Os três têm 33,33% de relevância porque a distribuição inicial é igual.

06 / Resultado

Rentabilidade × relevância na planilha

Rentabilidade no eixo horizontal; participação no faturamento no eixo vertical. Os pontos estão na mesma altura porque o mix foi estimado de forma igual. O gráfico não representa demanda observada.

Resultado mensal revisado · 480 de cada

Receita − custos produtivos − comissão de 5% − custo fixo integral. A rentabilidade operacional revisada é .

Contribuição antes dos fixos
Custo fixo integral
Resultado exibido na origem

A pequena diferença vem do rateio: sete produtos ainda sem cadastro recebem parte dos custos fixos. O cálculo revisado desconta o total integral uma única vez.

ProdutoResultado na origemRentabilidade na origemFaturamento estimadoRelevância
Média a corrigir na leitura. Painel de Rentabilidade!D15 mostra 4,97% porque soma as rentabilidades e divide por dez posições, incluindo produtos vazios. A média ponderada dos três produtos ativos, calculada na aba Indicadores Financeiros!B29, é 16,57%. Este painel separa o índice da origem e o resultado operacional revisado. Não há tempos preenchidos para comparar rentabilidade por hora.

Fonte: Painel de Rentabilidade!B5:F7, C15:E15; Indicadores Financeiros!E17:G19, B29; Custos Variáveis!J6:M16.

Metas de produção e vendas

Mirar R$ 13,4 mil por mês
exige uma rotina comercial consistente.

A aba Análise de Metas distribui R$ 13.440,74 igualmente entre os três produtos. A R$ 10 por unidade, isso corresponde a 1.344,07 unidades teóricas. Para operar com unidades inteiras, planejar 449 de cada produto: 1.347 unidades.

07 / Metas
Meta da planilha / mês

≈ R$ 13,5 mil citados no briefing

Volume teórico / mês

≈ 61,1 unidades por dia útil

Equilíbrio revisado

Em reais, com o mix igual e comissão de 5%

Resultado na meta

Projeção após o custo fixo integral

ProdutoUnidades / mêsUnidades / semanaUnidades / dia útilReceitas / mês
Volume e meta não são a mesma coisa que equilíbrio. O equilíbrio revisado requer cerca de 695,36 unidades no mix teórico; mantendo o mix igual com unidades inteiras, 232 de cada = 696 unidades. A meta da origem usa uma rentabilidade já após rateio dos fixos para calcular o faturamento. Por isso é uma meta de planejamento, não o ponto de equilíbrio. O resultado projetado na meta é aproximadamente R$ 2.077,33.
Como a leitura das metas foi ajustada

O total de 3.136,17 em Análise de Metas!D43 está rotulado como “Kg por mês”, mas soma unidades multiplicadas por fatores de outra estrutura. Esse valor não é usado aqui. A soma correta das unidades de D32:D34 é 1.344,07, e não 1.333. Os produtos líquidos somam cerca de 134,41 litros de produto final e a desidratada cerca de 6,27 kg secos. Essas grandezas não foram somadas entre si.

O quadro com “Óleo Babaçu”, “Óleo Babaçu Orgânico” e “Azeite de Babaçu” nas linhas 26–28 conserva nomes do modelo anterior. A página trabalha com as três linhas de pimenta efetivamente cadastradas.

Fonte: Análise de Metas!D8, D12:D14, D32:F34. Semana = mês ÷ 4; dia útil = mês ÷ 22, seguindo as convenções do arquivo. Metas comerciais devem ser recalibradas com vendas reais e capacidade medida.

Compras e abastecimento

O marco zero aponta a escala
que o abastecimento precisa atender.

Para a meta de R$ 13.440,74, o consumo teórico é de 74,40 kg de pimenta fresca. Mirar 80 kg por mês oferece cerca de 7,5% de folga inicial, a ajustar com perdas, sazonalidade e continuidade da produção.

08 / Abastecimento
Pimenta fresca
74,40 kg

Mirar 80 kg / mês como referência operacional

Cebola
8,47 kg

Aproximadamente 9 kg / mês

Alho
3,42 kg

Aproximadamente 3,5 kg / mês

Azeite
12,22 L

Cotação em galões de 5 L a pesquisar

Compra produtiva mensal revisada

Inclui os ingredientes, frascos, tubetes, rótulos e lacres necessários à meta teórica. É o custo de consumo dos insumos, antes da comissão e dos custos fixos.

Na origem, F67 soma somente F47:F52 e mostra R$ 4.954,91. Há preços deslocados nas linhas posteriores e o tubete não aparece no quadro. Aqui o cálculo usa o nome de cada insumo, o preço cadastrado e as três receitas.

Comprar melhor, sem antecipar economia

Azeite em galões e embalagens em lotes podem reduzir o custo unitário. Comparar preço entregue, frete, validade, prazo e pedido mínimo antes de adotar uma economia no cenário.

12,22 L consumidos equivalem a três galões de 5 L se a compra for restrita a esse formato, com saldo teórico de 2,78 L. O preço dos galões ainda não foi cotado. Para a pimenta, o cultivo próprio e fornecedores complementares precisam garantir qualidade e regularidade.

Ver o abastecimento completo recalculado por insumo
Insumo / embalagemConsumo mensal teóricoCusto por unidade de medidaCusto mensal
Total revisado

Os valores de consumo admitem frações para o planejamento econômico. Compras reais devem arredondar embalagens e respeitar os lotes dos fornecedores. O custo de consumo não corresponde, por si só, ao capital de giro completo: estoque de segurança, prazo de recebimento, prazo de pagamento e frete ainda precisam ser considerados.

Cálculo: quantidade vendida do produto ÷ rendimento da receita × quantidade do insumo por receita. Preço obtido no cadastro Matérias Primas por nome. Azeite interpretado em ml e convertido em litros.

Apertar os parafusos

Teste as decisões
antes de mudar a operação.

Quanto entra, quanto custa e quanto sobra? Teste preços, volumes e comissões para responder a essas perguntas. Os resultados são projeções mensais e atualizam juntos.

09 / Simulação

Os atalhos recalibrados são exemplos para teste. Mantêm o volume informado e não pressupõem que a demanda continuará igual quando o preço mudar.

Calculadora de viabilidade

Projeção mensal
Marco zero CFR

Premissas do cenário

Edite uma premissa para testar a decisão. Os custos variam sem alterar as fichas técnicas. Os valores aparecem com duas casas decimais; os cálculos conservam a precisão original até a edição. O custo fixo inclui o gás provisório.

Da receita ao resultado

Quanto precisa vender?

Cálculo com o mix informado e os preços constantes. Capacidade e demanda precisam de validação.

Detalhamento dos produtos no cenário
ProdutoReceitaContribuição / un.MC sobre o preçoRelevância no cenárioContribuição total
Política de preços por canal

Um preço público de referência.
Contribuições diferentes para cada caminho.

A Agesol pode usar este comparador para testar remuneração de vendedores e parceiros. Esta simulação é independente do quadro anterior e não incorpora os canais à meta mensal automaticamente.

10 / Canais
Hipóteses comerciais · regras ainda não aprovadas
CanalReceita da CFR / un.Remuneração bruta dos parceirosContribuição da CFR / un.Equilíbrio em unidades

A margem dos parceiros é bruta: não desconta suas despesas, tributos ou fretes. Na cadeia CFR → distribuidor → varejista, o distribuidor revende ao varejista pelo preço de fornecimento acima e o varejista vende pelo preço público. Consignação exige avaliar prazo de recebimento, devoluções, estoque parado e perdas; esses riscos não estão quantificados. As opções usam custos produtivos originais e custo fixo original, sem o cenário anterior. O preço ao consumidor é uma referência de simulação.

Próximas apresentações

Frasco econômico, vidro e balde
precisam de fichas próprias.

O cadastro já contém preços de vidro de 200 ml e balde de 1 L. A embalagem muda o volume vendido, o custo por unidade e o canal comercial. O comparador abaixo faz uma extrapolação linear dos líquidos, para orientar a próxima ficha.

11 / Embalagens
Estimativa de desenvolvimento · líquidos
ApresentaçãoRecipienteIngredientes estimadosRótulo + lacreCusto produtivo / un.Custo / 100 ml

Ingredientes escalam na proporção do conteúdo (200/150 ou 1.000/150). O custo do recipiente é o cadastrado. Rótulo e lacre usam R$ 1 como hipótese inicial para todos os formatos. Não inclui novos custos de tampa, vedação, frete, quebra ou manuseio. Perda adicional aumenta somente o custo dos ingredientes. A desidratada permanece na ficha de 14 g e não é convertida para volumes líquidos. R$ 14 é hipótese para o produto econômico, não preço definido para vidro ou balde.

Do marco zero ao próximo ciclo

Produzir, vender, registrar.
E recalibrar com o que acontecer.

O estudo oferece uma referência para começar. A próxima versão precisa incorporar a resposta do mercado, o custo entregue dos insumos e o rendimento efetivo dos lotes.

12 / Plano de ação
Validar a rotina do responsável

Definir dedicação, atribuições, remuneração e vínculo. Organizar produção e participação pedagógica sem depender dos jovens para garantir a continuidade.

Medir os primeiros lotes

Registrar ingredientes, rendimento, perdas, tempo, gás e energia. Confirmar os 15% de rendimento da desidratação e o volume real dos frascos.

Pesquisar compras e embalagens

Cotar pimenta, azeite em galões, frascos, vidro e baldes com frete. Comparar preço entregue e prazo de pagamento, com fornecedores identificados.

Testar preços e canais com a Agesol

Experimentar preço público de R$ 14 e fornecimento a R$ 10. Negociar comissões e margens. Apresentar vínculo com a CFR e validar a aceitação do consumidor.

Registrar vendas e revisar o mix

Registrar data, produto, unidades, preço efetivo, canal, comissão e recebimento. Reorganizar metas conforme a demanda de cada produto.

Planejar o abastecimento mensal

Começar pela referência de 80 kg de pimenta, confrontar cultivo e fornecedores com o calendário e ajustar a folga conforme perdas medidas.

Aprendizagem aplicada. Educadores e jovens podem comparar o custo estimado com um lote real, pesquisar compradores, simular uma comissão e acompanhar como cada decisão modifica a contribuição. O registro dessa experiência ajuda a construir a metodologia para novos empreendimentos do PEP.
Fontes e rastreabilidade

Uma análise que mostra
de onde vêm os números.

Foram examinadas as 34 abas do arquivo, incluindo 27 ocultas. Os dashboards usam os três produtos ativos e as premissas mensais pertinentes à CFR. Modelos antigos e projeções com erros aparecem na auditoria, sem serem apresentados como resultados válidos.

13 / Método
Fórmulas dos dashboards e simuladores

Custo produtivo unitário: soma dos custos dos ingredientes e embalagens por receita ÷ rendimento em unidades. Os três resultados coincidem com Preços!D5, D16 e D27.

Contribuição unitária: preço recebido pela CFR − custo produtivo − comissão − tributos e taxas − despesa comercial adicional. Percentuais incidem sobre o preço recebido pela CFR, exceto a remuneração de consignação, que incide sobre o preço público.

Resultado operacional: soma de contribuição unitária × unidades de cada produto − custo fixo total. Depreciação e manutenção já estão no custo fixo. Não corresponde ao saldo bancário e não inclui investimentos ou serviço de dívida adicional.

Relevância: receita de cada produto ÷ receita total. Rentabilidade operacional: resultado ÷ receita total. MC sobre o preço: contribuição unitária ÷ preço recebido.

Equilíbrio: custo fixo ÷ contribuição média ponderada por unidades. Unidades para a meta de resultado: (custo fixo + resultado desejado) ÷ contribuição média ponderada. Os cálculos exigem contribuição média positiva.

Compras: unidades de venda ÷ rendimento da receita × quantidade do insumo por receita × custo unitário cadastrado. Compras reais precisam respeitar unidades inteiras e pedidos mínimos. O azeite é interpretado em ml, hipótese a confirmar.

Revisão do rateio: o simulador usa apenas os três produtos ativos e desconta o custo fixo integral. O gráfico de rentabilidade da origem é preservado como comparação, com identificação de fonte. Não foram calculados VPL, TIR ou payback, pois as abas financeiras de longo prazo contêm erros e premissas legadas.

Principais diferenças entre a origem e a análise
PontoOrigemTratamento na página
Percentual de contribuiçãoPreços!C13, C24 e C35 usam custo total como denominador.Contribuição dividida pelo preço, coerente com a barra de composição.
Rentabilidade médiaPainel!D15 divide por dez linhas e mostra 4,97%.Média ponderada dos três ativos 16,57%; resultado revisado com fixos integrais 16,56% no cenário de 480 de cada.
Rateio dos fixosSete produtos vazios recebem participação residual.Desconto do fixo integral uma vez. Diferença de cerca de R$ 1,08 no resultado-base.
Volume mensalAnálise de Metas!D43 usa fatores legados e rótulo de kg.1.344,07 unidades teóricas em D32:D34, com arredondamento operacional separado.
Azeite250 cadastrados como “Litro”, por R$ 24.Interpretação de 250 ml, sinalizada como hipótese a confirmar.
Preços de comprasD56:D60 vinculam preços a itens diferentes dos nomes exibidos.Recálculo por nome de insumo no cadastro.
Compra produtivaF67 soma apenas F47:F52; faltam itens e o tubete.Todos os 16 itens rastreados pelas três receitas, inclusive consumos nulos sinalizados.
Meta versus equilíbrioD8 usa rentabilidade após fixos para calcular a meta.Meta original preservada. Equilíbrio calculado pela contribuição antes dos fixos.
Histórico e longo prazoHá nomes de babaçu, cachaça de manga, datas 2021–2025 e erros em abas ocultas.Referências legadas descritas na auditoria; não tratadas como evidência de vendas ou investimento da CFR.
Análise de cada uma das 34 abas da planilha

Esta leitura usa valores salvos no arquivo e inspeção das fórmulas. Os cálculos mensais relevantes foram conferidos independentemente. Contagens abaixo se referem a erros nos valores salvos; fórmulas de trabalho com #REF! em campos ainda vazios também exigem revisão quando esses campos forem ativados.

AbaVisibilidadeLeitura e uso
Fontes consultadas e limites deste marco zero

1. EVE.PimentaCFR.Aberto.xlsx: cópia recebida, 34 abas. A planilha original permanece preservada. Dados econômicos dos três produtos ativos e fórmulas inspecionadas.

2. Dossiê estratégico e pedagógico do PEP — Casa Familiar Rural de São Félix do Xingu: contexto institucional, proposta de política comercial e aprendizagem.

3. Mandū Inovação Social. Caderno de Apoio à Gestão Financeira — Introdução à Viabilidade Econômica de Negócios Comunitários: capítulo 3, páginas 22–32, consultado para organizar custos, preços e rentabilidade.

4. Briefing de Felipe: profissional responsável, gás provisório, preço de R$ 14 como hipótese, abastecimento de 80 kg de pimenta e desenvolvimento de vidro e balde.

Não há histórico de vendas confirmado, cronograma de capacidade validado, cotação vigente de fornecedores ou política comercial aprovada. Impostos, encargos e despesas comerciais precisam de definição. Resultados positivos indicam viabilidade operacional sob as premissas, sem concluir retorno do investimento ou disponibilidade financeira para distribuição.

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